Quatro problemas que você pode evitar ao delimitar seu público-alvo

Existem algumas coisas nesta vida que a gente não vive sem. O beijo da mãe antes de dormir, a maratona da série no fim do dia ou aquele café bem passado antes de começar o trabalho. Sem essas pequenas atividades, parece que não funcionamos, que a produção diária não rende. Vai entender, né?

Assim é com o público-alvo. Pode parecer óbvio, mas, sem a determinação clara deste, o empreendimento não avança. Afinal, é com ela que você compreende pra quem está vendendo, dentre outras coisas.

Não é novidade pra ninguém que o marketing digital é uma grande tendência no mercado, certo? É nessa ferramenta que muitos empresários têm investido, ao buscar alternativas de divulgação do negócio. Dentre os principais potenciais do marketing na era digital está este: você consegue delimitar o seu público-alvo com muito mais clareza e objetividade. Assim, não precisa ficar falando e gastando à toa, pode ir direto ao ponto!

Mas, quando não temos consciência disso, decidimos investir em marketing digital (e outras estratégias de comunicação) sem ter o público-alvo claro na cabeça. Com isso, além de gastar bons neurônios ao se perguntar porque não está alcançando resultados, perdemos tempo e dinheiro desnecessariamente.

Pra te ajudar a perceber o quão crítica pode ser a falta de clareza do público-alvo para um negócio, decidimos listar quatro problemas que você pode evitar ao compreender a segmentação do seu público:



  1. CONTEÚDO IRRELEVANTE


Definir o público-alvo é uma estratégia importante para gerar conteúdos que não apenas agradem, mas acrescentem algo àqueles que procuram uma marca. Por que isso é tão necessário? No mercado consumidor, existem diferentes pessoas – com personalidades variadas -, as quais desejam se informar (com qualidade) sobre diferentes assuntos. Logo, nesse meio diversificado, os indivíduos podem apresentar ideias divergentes, e aquilo que interessa a um não tem o mesmo efeito no outro.

Ao manter o público-alvo indefinido, você corre o risco de tentar dar laranjas a quem prefere melancias, ou de tentar encaixar um quadrado onde cabe um triângulo. Dessa forma, você não alcançará o objetivo final do seu negócio – conseguir engajamento, reconhecimento e fidelidade -, pois as pessoas que acessarão as suas mídias sociais receberão um conteúdo que elas não querem ver e, por isso, não vão interagir com as suas postagens, nem investir o tempo e o dinheiro delas no seu empreendimento.  

Lembre-se de que seus leitores e seguidores não são bobos. Se você não compreender quem são eles, não terá como prever que nível de aprofundamento desejam sobre determinados temas de interesse. A Netflix, por exemplo, é um excelente caso de produção de conteúdo baseada em uma clara segmentação do público-alvo, como comentamos em um texto no nosso blog.


  1. VENDAS DESORGANIZADAS


As vendas de uma empresa começam com um conceito conhecido no mundo do marketing como Jornada de Compra. O nome é autoexplicativo: são as fases pelas quais o cliente passa até ter a convicção de que irá comprar o produto ou o serviço oferecido.

Já que esse período apresenta fases bem delimitadas, como a descoberta do problema, a consideração da solução e a decisão final de compra, é preciso pensar em quais conteúdos serão veiculados em cada uma das etapas, bem como no comportamento do cliente em momentos específicos da Jornada.

Para isso, é necessário entender o problema inicial dele e o modo com que o empreendimento resolve a situação. É nesse momento em que a importância da definição de um público-alvo entra, pois o que será mostrado para os possíveis clientes, no começo e durante esse processo, deve ser traçado com base no perfil das necessidades mais comuns de quem procura ou já visualiza os serviços da empresa.

Assim, sem um público-alvo bem segmentado, as vendas ficam desnorteadas e trazem poucos resultados, porque os conteúdos compartilhados não condizem com as expectativas dos eventuais clientes.


  1. IMPULSIONAMENTO DESNECESSÁRIO DE PUBLICAÇÕES


O impulsionamento de publicações nas redes sociais possibilita um aumento na visibilidade das postagens, uma vez que o seu mecanismo de ação é direcionar certos posts para pessoas que podem vir a ser clientes. Resumindo: é possível escolher os interesses e as imediações dos perfis que receberão a exibição dos conteúdos.

O problema é que, sem ter um público-alvo definido, fica complicado realizar essa estratégia de forma eficiente, pois não há como escolher, de maneira padronizada, para quem essas publicações serão mostradas. Desse modo, pessoas que procuram serviços totalmente diferentes recebem posts iguais, o que dificulta a prospecção e não traz resultados consideráveis. Impulsionar algo sem ter em mente qual é o seu público-alvo é como dar um tiro no escuro.



  1. LINGUAGEM EQUIVOCADA


Um grande clichê que temos em mente é este: todo vendedor tem boa lábia. Se isso é verdade, não vamos discutir. A grande questão é que o bom vendedor sabe vender o seu negócio como ninguém, independentemente da ferramenta ou das técnicas que utilizar. E a escrita é uma dessas facilitações que não podemos deixar passar.

Muitos podem achar que escrever um texto para a internet é bem simples. Afinal, é só digitar alguma coisa engraçadinha, colocar hashtags e pronto, certo? Errado! Não podemos bobear justo quando formos criar nossas produções textuais.

Tudo é escrita: texto no blog, texto nas redes sociais, texto nos jornais, texto aqui, texto acolá. Contudo, para uma produção textual para a nossa marca, precisamos compreender o já tão citado público-alvo. Se entendemos como ele se relaciona com o mundo, com as pessoas e com as marcas ao seu redor, saberemos abordar melhor nossos assuntos e, assim, estabelecer uma conversa agradável com nossos seguidores.

Quantas vezes não vemos páginas utilizando inúmeras hashtags em uma única publicação, sem sequer saber se o seu público se identifica com aquelas palavras ou com aquela abordagem. Emojis em excesso, gírias (ou mesmo a seriedade de um “vossa senhoria”), enfim, abordagens textuais erradas podem ser prejudiciais para qualquer negócio ao estabelecer estratégias de comunicação.

Compreenda seu público-alvo, entenda como ele fala e estabeleça uma comunicação sincera e certeira, sem muita dor de cabeça.

Avalie e pense se a sua marca não enfrenta esses quatro problemas citados. Ninguém quer ver o negócio afundando porque deixou a comunicação do empreendimento largada e feita de qualquer jeito, certo? Está na hora de levarmos nosso marketing a sério.

Partiu segmentar o público-alvo, então?

Texto por Ana Laura Pinheiro e Gabriel Bandeira Arte por Carina Benedetti 

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