YouTube: O Rei do entretenimento

O mundo do Youtube parece ser um universo infinito. A quantidade de “maluquice” que se encontra lá é surreal. Há vários vídeos jogados sem muito propósito, trabalhos de alunos, canais que fracassaram e muitas outras aleatoriedades. Porém, o Youtube tem se transformado em uma plataforma cada dia mais organizada e poderosa no mundo da comunicação e, principalmente, do entretenimento. Muitas pessoas postam vlogs e criam um público fiel, há inúmeros vídeos informativos (como vídeo-aulas e reviews, por exemplo) e cada dia surgem mais páginas de humor, moda, esporte, culinária ou outros tipos de entretenimento que fazem sucesso.

Para os jovens que cresceram antes do boom da internet e das redes sociais, o trabalho de entreter era da televisão. Empresas que possuíam canais de televisão conseguiam êxito muito mais facilmente do que hoje em dia e a variedade de programas era algo de se admirar.

Esse era o entretenimento dos jovens, junto aos videogames; era uma fonte de informação para os adultos, junto aos jornais impressos; era por meio dele que as vovós assistiam à novelas o dia inteiro e a grande massa virava os olhos diariamente.

Não, a TV ainda não acabou. Os “adultos” ainda assistem muito à televisão. Até para eles já mudou, mas logicamente é uma mudança menos drástica. Eu mesmo ainda ligo a TV a cabo para ver programas esportivos, jornais e até um filme ou outro, porém isso mudou. Creio que estou em uma geração de transição. A quantidade de pessoas que já aboliu a assinatura de televisão a cabo é assustadora. Boa parte do público está indo para a Netflix, que oferece um acervo enorme de filmes, séries e documentários. Mas, entre os jovens, o Youtube também tem poder. Além, claro, da internet, um universo digital que deixou de ser usado exclusivamente no computador e agora domina nossas mãos pelos aparelhos de celular.

É possível notar uma onda de migração ao Youtube. Vários apresentadores de TV fazem questão de colocar os programas nessa plataforma, além da quantidade absurda de criadores de conteúdo, os famosos youtubers, que já têm públicos equivalentes à nações bem populosas.

A televisão não acabou, não foi substituída pelo Youtube nem está muito perto do fim… ainda. Há estudos que dão uma validade de 40 anos para o mundo televisivo e o fim do monopólio dele. Falaram isso do rádio, porém, ele continua muito ativo e os podcasts estão fazendo mais sucesso a cada dia no Spotify e em outros aplicativos.

O fato de que, hoje, tudo está no nosso celular fala muito sobre um iminente declínio da indústria da televisão. Não tem como assinar pelo celular, facilmente, todos os canais que a NET ou a Sky oferecem. “Não tem na Netflix, no Youtube, no Spotify ou algum outro app? Então, que preguiça de procurar! Tem que valer muito a pena para correr atrás.” Essa é a mentalidade de boa parte da comunidade global que consome entretenimento de massa.

O Youtube é de fácil acesso, gratuito e nos apresenta conteúdo de todos os tipos. Vídeos técnicos, em que pessoas aprendem coisas novas (“coisas” porque é realmente um espaço amostral enorme), alunos podem ver vídeo-aulas de inúmeras matérias (tanto para a escola quanto para a faculdade ou o mercado de trabalho), entretenimento, em que os apresentadores fazem qualquer bobagem, comentam sobre a própria vida, reagem a outros vídeos, dão dicas de compra ou de filmes e por aí vai. É o entretenimento de massa, que quem cuidava antes era a televisão — praticamente sozinha.

Enquanto o meu pai vê jornalistas discutindo sobre futebol na ESPN, eu vejo canais de esporte no Youtube, em que apresentadores mais jovens, qualificados e muito dispostos falam dos mesmos temas.

O Youtube é uma empresa que monetiza — e valoriza — quem produz conteúdo exclusivamente para ela, além de estar engolindo boa parte do mundo da publicidade também. Ser um youtuber virou uma profissão e é algo revolucionário, afinal de contas, o público que se concentrava na TV está migrando para a plataforma.

O Youtube tem o seu poder e precisamos reconhecer isso.

Texto por Nicolau Ferraz Arte por Matheus Araújo

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