Literatura na era da internet

Por Tássia Saraiva

A influência atual da internet na literatura divide opiniões dos apaixonados pelos bons e velhos livros. Os que gostam das folhas impressas não se conformam com a nova geração que lê em tablets e celulares, em letras pequenas, digitalizadas, e pior, sem poder sentir o cheiro das páginas. Mas até defensores desse modo clássico de experimentar a literatura começam a enxergar as novidades tecnológicas de um novo jeito.

A presença de editoras e personalidades literárias nas mídias sociais tem sido uma alternativa para atrair o público, tanto amante dos livros, como da tecnologia. Exemplo dessa presença online é o escritor americano John Green, ganhador do prêmio Printz Award e autor de cinco livros, quase todos best-sellers do New York Times. Além de possuir os perfis no Twitter, Facebook e Tumblr, John Green partilha um canal no YouTube com o irmão Hank Green.


Os irmãos John e Hank Green


No canal chamado “vlogbrothers”, os irmãos discutem assuntos variados, de políticas públicas a moda adolescente e problemas de relacionamento. Em seis anos, o canal já tem mais de um milhão de inscritos e 350 milhões de visualizações. Com bom humor, destinam a produção do canal aos “nerdfigthers”, como denominam seus fãs. Apesar de o conteúdo estar em inglês, os fãs da dupla disponibilizam, em seus próprios canais, vídeos legendados para o público que não conhece tão bem o idioma.

O canal da Editora Intrínseca, responsável pela publicação dos livros de John Green no Brasil, é um dos que traduz os vídeos do autor para o português. A editora possui uma página no Facebook com quase 200 mil curtidas. Pela quantidade de livros infanto-juvenis que publica, migrar para as mídias sociais foi uma das formas que a editora encontrou para se aproximar do público-alvo. Além de postar curiosidades e assuntos interessantes relacionados aos autores, a página também aborda o mercado editorial. Já promoveu até uma conversa entre profissionais da empresa e fãs para que estes tirassem dúvidas com relação às etapas de editoração e publicação de livros.

John Green e Intrínseca são apenas dois exemplos de autor e editora que encontraram, nas mídias sociais, uma alternativa diferente para atingir o público. Grande parte do sucesso deles está nos novos leitores, mais facilmente encontrados no meio online que nas livrarias. Iniciativas como a de migrar para o ambiente digital ampliam as possibilidades da literatura restrita aos livros impressos, e inspiram outros autores e empresas a fazerem o mesmo.


Página da Editora Intrínseca no Facebook


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