Uma carta para a geração Z

Querida geração Z,

Nossos pais costumam dizer que nós nunca saberemos como era depender de um rádio para ouvir um jogo de futebol, nem como funcionava um disco de vinil. Muito menos o que era viver sem uma televisão. De fato, eles estão certos. Nós nunca teremos essas e outras experiências, porque já nascemos em um mundo repleto de tecnologias.

Somos a geração que nasceu conectada, mas será que isso nos obriga a estarmos online o tempo todo? Nossos olhos são acostumados às telas. Nossos dedos são treinados a digitar. Somos ágeis, dinâmicos e nos atualizamos de forma semelhante aos dispositivos eletrônicos, ou até mais rápido do que eles. Não precisamos passar por cursos de tipografia para aprender a lidar com as novas tecnologias. A velocidade é o sobrenome da nossa geração, mas será que não perdemos as belezas do caminho justamente por não termos tempo de olhar ao redor durante a caminhada?

Agora, em 2018, não sabemos exatamente o que somos. Adolescentes? Não, essa época já passou, e amadurecemos – ou, pelo menos, queremos acreditar nisso. Adultos? Essa também não parece ser a definição certa. Hoje, beirando os 20 ou mais, a sociedade nos cobra um misto dessas duas fases: devemos cuidar da nossa própria vida financeira, lidar com relacionamentos sérios – ou não –, ter o sonho de uma casa própria e da profissão ideal, tomar decisões importantes, etc. Ufa, quanta coisa!

A grande questão é que, lá no fundo, a pressa pode ser nossa inimiga. Não precisamos fazer mais atualizações pessoais do que o software do celular. Podemos errar e refazer (várias vezes se for preciso). Não somos um sistema operacional ou uma máquina. Nascemos na época áurea da tecnologia, mas não perdemos nossa humanidade. O mundo muda, e a gente cresce, mas ainda somos a mistura de qualidades e defeitos.

Então, você não precisa ser o melhor profissional, o/a melhor namorado/a, ser fitness ou estar 24 horas online porque o mundo pede isso. Você precisa ser o que quiser ser! A busca pela perfeição, em alguns casos, mais atrapalha do que ajuda. Por isso, tudo bem não estar feliz hoje, tudo bem não estar satisfeito com a rotina, com o trabalho, etc. O importante é não desistir de ser o que você almeja. Não deixe as pressões sobre a nossa geração te impedir de ir atrás dos seus sonhos.

A gente precisa ter coragem para jogar tudo para cima e recomeçar. Seja um projeto, um trabalho ou até mesmo um relacionamento. Não precisamos correr tanto quanto a vida. Busque o que te faz bem! Não se cobre tanto: todos temos limitações, e é importante saber respeitá-las (e isso não quer dizer desistir). Desafie-se. Leve a vida para passear de vez em quando. Eu juro: você vai perceber que errar faz parte do percurso para chegar no sucesso tão sonhado!

Com carinho,

Isadora Demoly.

Texto por Isadora Demoly Arte por Raquel Ribeiro

0 visualização

Sobre nós

Funcionamento

Segunda a sexta

das 14h às 18h 

(61) 3107-6533

Venha nos visitar

UnB, Campus Darcy Ribeiro, ICC Norte, bloco A, térreo, FAC, sala AT-636, Asa Norte, Brasília.

linkedin (1).png
behance.png
instagram (1).png