Comunicação comunitária: a democracia da informação

Por Bianca Marinho


Em maio de 1960, foi criado o Movimento de Cultura Popular (MCP). Influenciado pelo movimento francês Peuple et Culture (Povo e Cultura), o MCP era voltado à formação de consciência política da classe trabalhadora e à produção cultural proveniente do povo. O movimento foi extinto com o golpe militar de 1964. Contudo, gerou frutos que perduram até hoje. Entre eles, a comunicação comunitária ou participativa.

A comunicação comunitária é a forma de expressão por meio da qual indivíduos de variados níveis socioeconômicos e territoriais podem manifestar seus interesses comuns e necessidades mais urgentes. Ao dar voz a quem não encontra espaço para se expressar nas mídias tradicionais, a comunicação comunitária incentiva a cidadania, garante a pluralidade de ideias e informações e concede o direito à comunicação, tema tão recorrente na contemporaneidade.

A comunicação participativa se caracteriza por valorizar a cultura regional (arte, história, música, religião, esporte), utilizar gírias locais, ser sustentada por doações, possuir profissionais voluntários e fazer a publicidade do comércio onde atua. Os veículos que mais representam esse tipo de comunicação são jornais de bairro, murais e, principalmente, rádios. Segundo o Ministério das Comunicações, existem 4555 emissoras comunitárias de rádio licenciadas no Brasil.

As disciplinas acadêmicas voltadas à comunicação participativa ganham força nas universidades brasileiras. A Universidade de Brasília oferece as disciplinas Comunicação Comunitária 1 e 2, por meio das quais os alunos realizam atividades como oficinas, produção de conteúdo audiovisual, divulgação de eventos, além de mediar interesses da comunidade junto ao poder público. A Rádio Utopia FM é uma das parceiras do projeto. Ela é responsável pela produção de programas educativos e pela promoção da cultura regional.


Transmissão do programa “Espaço Universitário” na rádio comunitária Utopia FM


O filme vencedor do prêmio Margarida de Prata, Uma Onda no Ar, do diretor Helvécio Ratton, conta a história de uma rádio comunitária mineira: a Rádio Favela. O filme revela as dificuldades enfrentadas pelos quatro amigos responsáveis pela rádio no período em que ela funcionou como emissora pirata. Até hoje, a Rádio Favela desenvolve programações culturais e de denúncia com o mesmo objetivo: ser instrumento de mobilização social e transformar a vida dos ouvintes.

Curioso para conhecer mais sobre a rádio Favela? Confira o trailer do filme Uma Onda no Ar:


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